Uma iniciativa da rede de saúde integrada Diagnósticos da América S.A. (Dasa) para expandir seu portfólio em neurologia promete abrir uma nova perspectiva para pacientes com diagnóstico de Alzheimer precoce.
Por meio de sua marca premium, o Alta Diagnósticos, o serviço passará a disponibilizar no Brasil o Leqembi, um medicamento inovador que retarda o avanço da doença neurodegenerativa progressiva em seus estágios iniciais.
Todavia, é relevante destacar que o acesso à inovação enfrenta uma barreira financeira significativa, uma vez que o custo por dose do medicamento já ultrapassa os R$ 6 mil.
Levando em conta que a recomendação prevista em bula é de, no mínimo, duas aplicações mensais, o investimento total dos pacientes para incluir o Leqembi em sua rotina pode chegar a mais de R$ 12,7 mil.
Vale lembrar ainda que a dosagem do remédio é calculada por quilo e pode variar de acordo com as especificações clínicas de cada caso, o que pode elevar ainda mais o valor do tratamento. Sendo assim, o alcance inicial do Leqembi será extremamente limitado.
Ação do Leqembi: entenda como o novo remédio para Alzheimer funciona
Composto por um anticorpo monoclonal humanizado, o Leqembi foi projetado especificamente para se ligar e ajudar o sistema imunológico a remover do cérebro o acúmulo da proteína beta-amiloide, responsável por formar as placas tóxicas características do Alzheimer.
É importante destacar que o remédio não atua eliminando diretamente as proteínas prejudiciais. Na verdade, ele funciona como um rastreador molecular que identifica e sinaliza o problema. A partir dessa marcação, as próprias células de defesa do corpo do paciente entram em ação para eliminar e limpar essas substâncias do cérebro.
O remédio, que é aplicado diretamente na veia dos pacientes em sessões de infusão que duram cerca de uma hora, não representa uma cura definitiva para o Alzheimer. Contudo, ele se destaca por ao menos garantir mais qualidade de vida por mitigar a progressão de sintomas severos.





