Imagine uma única estrutura no espaço com valor superior à economia global inteira. Esse é o Psyche, um asteroide localizado entre Marte e Júpiter, cuja composição metálica impressiona cientistas e, acredite se quiser, os economistas.
Estima-se que o corpo celeste contenha uma valiosa e muito rara mistura de ferro, níquel, ouro e platina, avaliados em cerca de R$ 55 quintilhões — ou US$ 10 quintilhões, um nível de riqueza que, até hoje, nunca foi alcançado.
O asteroide Psyche pode revelar segredos sobre a origem dos planetas
Diferente da maioria dos asteroides formados por rocha ou gelo, o Psyche é composto por até 95% de metais, o que o torna uma verdadeira mina de ouro espacial.
Pesquisadores acreditam que ele possa ser o núcleo exposto de um planeta antigo, destruído por colisões com outros corpos no espaço. Se essa hipótese for confirmada, o Psyche funcionaria como uma “janela no tempo”, capaz de revelar como os núcleos dos planetas rochosos — como a própria Terra — se formaram.
Um estudo recente publicado no Journal of Geophysical Research: Planets sugere que o brilho intenso do asteroide — capaz de refletir um terço da luz solar que o atinge — pode ser resultado de ferrovulcanismo, um tipo de erupção de metal derretido semelhante ao vulcanismo terrestre. Esse fenômeno explicaria sua superfície reluzente e sua composição tão incomum.
Apesar do valor teórico colossal, minerar o Psyche ainda é inviável com a tecnologia atual. Além disso, extrair tamanha quantidade de metais preciosos poderia derrubar o valor global desses materiais na Terra.
Para compreender melhor esse tesouro cósmico, a NASA lançou em 2023 a sonda espacial Psyche, que deve chegar ao asteroide em 2029. A missão pretende estudar sua composição e origem, ajudando a desvendar não apenas o passado do Psyche, mas também os segredos da formação do nosso próprio planeta.





