Uma ação promocional da Coca-Cola ligada à Copa do Mundo de 2026 levou a empresa a adotar medidas incomuns nos pontos de venda. A fabricante passou a recolher e substituir garrafas que tiveram seus rótulos danificados após consumidores removerem figurinhas promocionais escondidas nas embalagens.
A iniciativa faz parte de uma parceria da companhia com a Panini, responsável pelo álbum oficial do torneio. Assim como ocorreu na Copa do Mundo de 2022, algumas garrafas trazem figurinhas que podem ser utilizadas por colecionadores para completar o álbum da competição.
Empresa faz alerta e orienta consumidores
No entanto, a promoção acabou gerando um problema inesperado. Em diversos estabelecimentos, consumidores passaram a violar os rótulos para verificar a presença das figurinhas antes da compra. Como o código de barras está impresso na embalagem, as garrafas danificadas deixam de poder ser comercializadas normalmente.
Em nota, a Coca-Cola informou que já orientou supermercados e demais parceiros comerciais sobre os procedimentos para recolhimento e substituição dos produtos afetados.
A companhia também recomendou que os consumidores evitem adquirir embalagens com sinais de violação, rasgos ou adulterações nos rótulos. Segundo a empresa, a iniciativa promocional continua sendo considerada um sucesso e não gerou impactos relevantes para a operação.
“A iniciativa, realizada desde 2022, tem registrado resultados positivos e elevada adesão dos consumidores”, afirmou a Coca-Cola em comunicado.
A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) informou que acompanha os relatos e que os varejistas têm adotado medidas preventivas para reduzir os casos de danos às embalagens nas lojas.
Especialistas em direito alertam que a retirada de figurinhas sem a compra do produto pode gerar consequências legais. Dependendo da situação, a conduta pode ser enquadrada como dano ao patrimônio ou até furto, caso haja a subtração de parte integrante da mercadoria.





