A Toyota confirmou que encerrará, em 30 de junho de 2026, as atividades no Brasil, especificamente em Indaiatuba (SP). A medida faz parte de uma ampla reestruturação industrial da montadora no país, que passará a concentrar toda a produção nacional de veículos de passeio no complexo de Sorocaba (SP).
A decisão marca o fim de uma trajetória de quase três décadas da unidade, inaugurada em 1998 e responsável pela produção de mais de 1 milhão de veículos, principalmente do sedã Corolla. A fábrica também entrou para a história da companhia por fabricar os primeiros modelos híbridos flex do mundo.
Toyota aposta em expansão de Sorocaba e novas tecnologias
Segundo a empresa, a mudança integra um plano de investimentos de R$ 11 bilhões previsto até 2030. O objetivo é modernizar a operação brasileira, ampliar a capacidade produtiva e aumentar a competitividade da marca em um mercado cada vez mais disputado, especialmente diante do avanço das montadoras chinesas.
Com a transferência das atividades, Sorocaba se consolidará como o principal polo industrial da Toyota na América do Sul. A cidade receberá uma segunda planta fabril a partir de novembro de 2026, destinada à produção do Corolla sedã, do novo Yaris Cross e de futuros veículos desenvolvidos sobre plataformas modulares e sistemas híbridos flex.
A montadora também trabalha no desenvolvimento de uma picape híbrida flex inédita, reforçando sua estratégia de eletrificação no mercado brasileiro.
De acordo com a empresa, a modernização da fábrica de Indaiatuba exigiria investimentos elevados e uma longa interrupção da produção, além de enfrentar limitações físicas para expansão. Por isso, a centralização das operações em Sorocaba foi considerada mais eficiente do ponto de vista industrial e logístico.
O processo de transição dos trabalhadores vem sendo conduzido por meio de transferências para a nova estrutura e programas de desligamento voluntário. Ao mesmo tempo, a expansão em Sorocaba deve gerar cerca de 2 mil novos empregos.





