O debate sobre o horário de verão voltou à cena em 2025. Embora a medida esteja suspensa há seis anos, especialistas do setor elétrico e o próprio governo federal ainda não descartam a possibilidade de retomá-la nos próximos meses.
De acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), projeções para os próximos cinco anos indicam risco de sobrecarga do sistema no período da noite, quando o consumo cresce entre 18h e 21h. Nesse cenário, a volta do horário de verão aparece como alternativa para reduzir a pressão sobre a rede, podendo gerar uma economia de até 2 gigawatts de potência.
Apesar de benéfico, horário de verão está na mira da extinção
O Ministério de Minas e Energia (MME) reforça que acompanha o tema de forma permanente. Em julho, o ministro Alexandre Silveira (PSD) chegou a mencionar que uma decisão poderia ser tomada até setembro, mas, até agora, não houve definição.
A análise leva em conta também fatores climáticos, como os níveis de chuva que determinam a capacidade de geração das hidrelétricas. A medida, segundo técnicos, poderia ainda favorecer a integração das fontes renováveis, como a solar e a eólica, nos momentos de maior consumo.
A palavra final sobre o assunto cabe ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Se confirmada, a mudança nos relógios deve valer de outubro a fevereiro, sem cronograma oficial divulgado até o momento.
Enquanto o Executivo avalia os impactos energéticos, no Legislativo o movimento é contrário. Um projeto em tramitação na Câmara dos Deputados pretende vetar de vez a adoção do horário de verão no Brasil, alegando prejuízos à saúde da população, como alterações no sono e aumento do risco de doenças cardiovasculares.
Assim, a medida continua no limbo: pode voltar para aliviar o sistema elétrico, mas também corre o risco de ser extinta por lei.





