O Banco Central (BC) começou neste sábado (4) a implementar um novo mecanismo de bloqueio de chaves Pix suspeitas de envolvimento em golpes e fraudes financeiras. A iniciativa tem como objetivo reforçar a segurança do sistema de pagamentos instantâneos, que atualmente é utilizado por mais de 150 milhões de brasileiros.
O anúncio da medida foi detalhado durante o Fórum Pix, realizado na última quinta-feira (2), e marca mais um passo na tentativa de coibir o uso indevido do sistema por criminosos.
Como vai funcionar o bloqueio
Segundo o Banco Central, chaves consideradas suspeitas serão “marcadas” dentro do sistema — o que impedirá a realização de novas transações por meio das contas vinculadas. Além disso, as instituições financeiras poderão rejeitar o cadastro de novas chaves associadas ao mesmo usuário, CPF ou CNPJ.
“Após a marcação, não poderão ser iniciadas nem recebidas transações através de contas desse usuário. Além disso, o banco pode rejeitar o pedido de registro de novas chaves Pix, caso o usuário já tenha outra chave ou CPF/CNPJ com marcação”, explicou o BC em nota oficial.
Registro e compartilhamento de dados entre bancos
A marcação das contas e chaves será feita por meio de notificações registradas nos sistemas do Banco Central, acessíveis a todas as instituições financeiras participantes do Pix.
Os bancos poderão visualizar detalhes adicionais, como o período e a quantidade de notificações, o que facilitará a identificação de usuários recorrentes em tentativas de fraude.
Caso uma marcação seja feita de forma indevida, o bloqueio deverá ser revertido pela instituição responsável, assegurando o direito de correção ao cliente.
Segurança reforçada para os usuários
A nova medida faz parte de um conjunto de aprimoramentos que o Banco Central vem promovendo desde a criação do Pix, em 2020. O objetivo é proteger os usuários, reduzir golpes digitais e aumentar a confiança nas transações instantâneas, que movimentam bilhões de reais diariamente no país.





