O aluguel continua sendo uma despesa que gera preocupação em famílias de todo o mundo, sobretudo por conta dos reajustes, que geralmente ocorrem de forma anual ou durante o processo de renovação do contrato.
Mas vale destacar que a situação se tornou ainda mais crítica para cidadãos da Espanha, que além de já estarem lidando com problemas como preços elevados e falta de oferta, agora também precisarão se preparar para arcar com o novo índice de referência para atualização dos aluguéis.
De acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) do país, o percentual, que impacta diretamente as famílias que têm direito à revisão anual da cobrança, foi fixado em 2,14%.
Conforme relatado pelo portal El Cronista, o aumento será sentido principalmente por inquilinos cujos contratos estão sujeitos ao sistema vigente implementado após a Lei de Locações Urbanas e a revisão anual está prestes a vencer.
Sendo assim, cidadãos que se enquadrem nessa descrição precisam se preparar para arcar com os novos valores, que podem ser estabelecidos pelo proprietário do imóvel ao longo dos próximos meses.
Aluguéis aumentam mesmo com queda do índice
Embora o percentual de 2,14% seja relativamente mais baixo do que o estabelecido no mês anterior, que ficou fixado em 2,32%, ele ainda pode pesar no bolso dos inquilinos, uma vez que também se trata de um aumento significativo.
Ainda segundo o El Cronista, com o novo índice, aluguéis em torno de 800 euros podem ter aumento de pouco mais de 17 euros por mês. Já contratos com valores mais altos podem registrar reajustes superiores a 20 euros.
Nesse cenário, ainda que o percentual tenha sido proposto pelo governo espanhol como forma de limitar reajustes abusivos, a confirmação de sua adoção acabou intensificando as tensões no mercado imobiliário, sobretudo por não solucionar outros problemas do setor.





