Apesar de muitos atribuírem a região Sul como a região mais desenvolvida e rica do Brasil, os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, (PNAD) mostram que um outro estado se destaca no quesito salário médio por pessoa.
Esse lugar do Brasil é o Distrito Federal, que segue ocupando a posição de maior renda média do país, com rendimento mensal domiciliar per capita de R$ 4.401 em 2025 — valor quase duas vezes maior que a média nacional, atualmente em R$ 2.264.
Maranhão aparece no fim da lista
Divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o levantamento aponta que a renda média brasileira atingiu o maior patamar da série histórica iniciada em 2012, mas também evidencia a forte desigualdade regional no país.
A liderança do Distrito Federal é explicada principalmente pela concentração de servidores públicos e cargos de alta remuneração ligados ao governo federal em Brasília.
Na sequência aparecem São Paulo, com renda média de R$ 2.862, Rio Grande do Sul, com R$ 2.772, e Santa Catarina, com R$ 2.752.
Na outra ponta do ranking, o Maranhão apresentou o menor rendimento médio mensal do Brasil em 2025: R$ 1.231 por pessoa. Em seguida aparecem Acre, Ceará, Alagoas e Pará.
Segundo especialistas, fatores como informalidade elevada, menor industrialização e baixa qualificação profissional ajudam a explicar a diferença entre as regiões mais ricas e mais pobres do país.
O levantamento também mostra disparidades entre as regiões brasileiras. O Sul apresentou renda média de R$ 2.734, seguido pelo Centro-Oeste, com R$ 2.712, e Sudeste, com R$ 2.669. Já o Nordeste teve o menor rendimento médio regional, com R$ 1.470.
Apesar das diferenças, o estudo indica avanço da renda em todas as regiões na comparação com 2024. O Centro-Oeste registrou o maior crescimento no período, com alta de 11,3%.





