Aproveitando que nesta quarta-feira, 13, a urna eletrônica completa 30 anos, vamos relembrar um pouco da história deste equipamento que teve e tem impacto direto no funcionamento da democracia brasileira. Lançada há três décadas, a tecnologia alterou completamente a forma como os votos são registrados, apurados e divulgados no país, reduzindo drasticamente o tempo de contagem eleitoral e mudando a estrutura operacional das eleições.
Antes dela, o processo era marcado por apurações manuais demoradas, problemas logísticos e frequentes questionamentos envolvendo fraudes e inconsistências na contagem dos votos. Com a informatização, o Brasil passou a ter um dos maiores sistemas eleitorais eletrônicos do mundo.
A urna eletrônica começou a ser utilizada oficialmente em 1996, inicialmente em cidades maiores. Desde então, o equipamento evoluiu tecnologicamente e se tornou peça central da Justiça Eleitoral brasileira.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), atualmente o sistema é utilizado em praticamente todo o território nacional, incluindo regiões de difícil acesso da Amazônia e comunidades indígenas.
Mudanças nas últimas três décadas
Conforme destacado pelo secretário de Tecnologia da Informação do TRE-RJ, Michel Kovacs, no G1, a urna eletrônica passou por uma série de modificações ao longo de sua história. A maioria delas foi voltada para aprimorar a segurança do equipamento. Em 2008, por exemplo, foi incluída a biometria.
Além disso, ao longo do tempo foram inclusos outros recursos tecnológicos, como a transmissão criptografada de dados. Vale destacar ainda que o primeiro modelo do equipamento não mostrava as fotos dos candidatos. Isso só foi possível posteriormente.
Outro ponto é que ao longo dos anos foram sendo acrescentados recursos como saída de áudio para fones de ouvido e sensibilidade táctil e audível no teclado do eleitor, inclusão de QRCode nos Boletins de Urna (BUs). Sem contar as melhorias realizadas no sistema operacional e capacidade de processamento da máquina.
Segurança virou tema central do debate público
Nas últimas eleições, a segurança das urnas eletrônicas passou a ocupar espaço central no debate político brasileiro. Questionamentos envolvendo auditabilidade e transparência ampliaram a pressão sobre o Tribunal Superior Eleitoral, que passou a expandir os mecanismos de fiscalização do sistema.
Hoje, partidos políticos, Polícia Federal, Forças Armadas, universidades e outras entidades podem acompanhar etapas de auditoria e testes públicos de segurança promovidos pela Justiça Eleitoral.
A lógica adotada pelo TSE envolve múltiplas camadas de verificação. Ou seja, além da proteção digital do equipamento, existem boletins impressos, registros internos de funcionamento e procedimentos públicos de conferência dos resultados.
Mesmo após três décadas, a urna eletrônica continua ocupando papel central dentro da democracia brasileira. Mais do que substituir o voto em papel, o equipamento alterou a velocidade, a logística e a própria estrutura operacional das eleições no país.





