Motoristas de todo o país passaram a enfrentar uma fiscalização muito mais rígida em relação ao uso do celular ao volante. A nova política de tolerância zero do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) entrou em vigor no início de 2026 e já provocou uma explosão no número de multas aplicadas nas ruas e rodovias brasileiras.
A medida endureceu a interpretação das regras previstas no Código de Trânsito Brasileiro e ampliou o monitoramento com câmeras inteligentes, radares modernos e operações específicas realizadas por agentes de trânsito.
Segundo dados divulgados por órgãos de fiscalização, mais de 600 mil autuações por uso de celular ao dirigir foram registradas apenas nos primeiros meses do ano. O número representa uma média de sete motoristas flagrados por minuto.
Celular no volante agora é alvo prioritário
A infração continua sendo classificada como gravíssima, com multa de R$ 293,47 e sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A diferença, agora, está na fiscalização mais rigorosa e na ausência de tolerância para qualquer tipo de manuseio do aparelho.
Pela nova orientação, ações consideradas comuns por muitos condutores passaram a gerar autuação imediata. Entre elas estão responder mensagens, mexer em aplicativos, segurar o celular na mão e até ajustar o GPS com o carro em movimento.
O endurecimento também vale para situações em que o veículo está parado no semáforo ou preso em congestionamentos. Segundo o entendimento adotado pelos órgãos de trânsito, o motorista continua em condução nessas ocasiões e deve manter atenção total.
Especialistas em segurança viária afirmam que o celular combina três fatores de distração simultaneamente: visual, manual e mental. Isso aumenta significativamente o risco de colisões e atropelamentos.
O Contran orienta os condutores a programarem rotas antes de sair, ativarem o modo silencioso durante o trajeto e utilizarem recursos de viva-voz apenas quando não houver necessidade de tocar no aparelho.





