Em 2026, o Brasil pode realizar uma mudança significativa na composição de seus combustíveis. A mistura de etanol anidro na gasolina pode ser elevada de 30% para 32%. Essa alteração visaria aumentar a segurança energética e diminuir a dependência de importações.
A decisão acontece no âmbito de pressões no mercado internacional de petróleo e é esperada para ser discutida pelo Conselho Nacional de Política Energética.
O aumento da mistura de etanol deve elevar a demanda por etanol em aproximadamente 2,4 bilhões de litros, comparado à mistura anterior de 27%. Com a expectativa de redução na dependência de importações e melhora na previsibilidade do fornecimento de combustível.
Mudança gera preocupação
O aumento da mistura de etanol na gasolina tornou-se uma preocupação central para a indústria automotiva no Brasil. Entidades como a Anfavea e a Associação Brasileira de Engenharia Automotiva alertam que essa mudança poderá trazer desafios técnicos. A proposta afetaria especialmente veículos que não são flex ou importados, que podem não estar preparados.
Para muitos modelos que dependem exclusivamente de gasolina, a mudança exigirá recalibração dos motores e sistemas de injeção. Esses componentes são sensíveis à alteração, já que o etanol possui um poder calorífico inferior ao da gasolina, o que pode aumentar o consumo de combustível e elevar custos de manutenção.
Benefícios ambientais
Destinar mais cana-de-açúcar para a produção de biocombustível impulsiona o fortalecimento do etanol à base de milho. O Brasil já possui infraestrutura suficiente para atender essa demanda crescente, com usinas novas em construção.
Essa mudança não apenas fortalece a indústria local, mas também reduz emissões durante o ciclo de vida do combustível, o que é benéfico para o meio ambiente.
Contexto energético global
O Brasil aumentaria a mistura de etanol no contexto de alta dos preços internacionais de energia. As crescentes tensões internacionais exercem pressão sobre o custo dos combustíveis.
A infraestrutura brasileira, incluindo usinas de etanol de cana e milho, está preparada para suportar a nova demanda.





