O mais recente boletim InfoGripe, divulgado pela Fiocruz, identificou aumento nos registros de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) associados à Covid-19 em quatro estados brasileiros: Rio de Janeiro, Ceará, Amazonas e Paraíba.
Segundo o relatório, os números gerais da doença permanecem baixos, mas a elevação já acende um sinal de alerta, principalmente para os grupos mais vulneráveis. A recomendação é de que idosos, pessoas com comorbidades e imunocomprometidos estejam em dia com suas doses de reforço.
Quem deve se vacinar?
Em entrevista ao portal O Globo, a pesquisadora Tatiana Portella, do Programa de Processamento de Dados Científicos da Fiocruz, reforça que idosos e imunocomprometidos precisam se vacinar a cada seis meses, enquanto os demais grupos de risco devem receber reforço anual.
Desde 2024, a vacina contra a Covid-19 passou a integrar o calendário nacional de imunização para gestantes, idosos e crianças. Já para a população em geral, não há mais indicação de novas doses.
Gestantes: uma dose a cada gravidez.
Idosos (60+): uma dose a cada seis meses, independentemente de histórico vacinal.
Crianças (6 meses a 5 anos): esquema primário (duas ou três doses, dependendo do fabricante).
Grupos prioritários (indígenas, ribeirinhos, quilombolas, profissionais de saúde, pessoas em situação de rua, comorbidades, deficiência permanente, privados de liberdade e outros): reforços periódicos, sem calendário fixo.
Números da SRAG em 2025
Até o momento, o Brasil já notificou 163.956 casos de SRAG. Desse total, 87.741 (53,5%) tiveram confirmação laboratorial para algum vírus respiratório:
45,1% – Vírus sincicial respiratório (VSR), principal causa da bronquiolite infantil;
25,2% – Rinovírus, um dos causadores do resfriado comum;
24,6% – Influenza A;
1,1% – Influenza B;
7% – Sars-CoV-2 (Covid-19).
Nas últimas quatro semanas, a presença de rinovírus subiu para 44,8%, enquanto a de Sars-CoV-2 aumentou para 11,5%.





