No início da década de 1990, o basquete parou diante de uma notícia que ultrapassava qualquer rivalidade esportiva. Aos 32 anos, no auge da carreira, Earvin “Magic” Johnson anunciou ser portador do vírus HIV e deixou imediatamente as quadras da NBA.
O anúncio, feito em 1991, chocou o mundo esportivo e transformou o armador do Los Angeles Lakers em símbolo de uma geração marcada pelo medo e pela desinformação sobre a doença.
Ídolo dos Lakers desafiou o medo e preconceito
Naquele momento, muitos acreditavam que a carreira de Magic havia terminado de forma definitiva. O preconceito em torno do HIV ainda era enorme, inclusive entre atletas da própria liga, que demonstravam preocupação em dividir a quadra com o astro. Mesmo longe da NBA, porém, Johnson jamais deixou de representar o basquete.
Em 1992, protagonizou um dos momentos mais emocionantes da história do All-Star Game. Mesmo aposentado, foi escolhido pelos fãs para participar da partida festiva e respondeu em quadra com uma atuação histórica: 25 pontos, nove assistências e uma sequência de arremessos que transformou o jogo em uma homenagem coletiva. No mesmo ano, ainda integrou o lendário “Dream Team” olímpico em Barcelona.
Mas a verdadeira “última dança” viria quatro anos depois. Em 1996, aos 36 anos, Magic retornou oficialmente ao Los Angeles Lakers para disputar a reta final da temporada. Mais pesado e atuando em novas funções dentro de quadra, mostrou inteligência e visão de jogo intactas. Em 32 partidas, acumulou médias de 14,6 pontos e quase sete assistências por jogo.
A despedida definitiva aconteceu nos playoffs contra o Houston Rockets. Os Lakers foram eliminados na primeira rodada, mas a série marcou o último capítulo de um atleta que se recusou a ser definido apenas pelo diagnóstico.





