Consumidores que compraram produtos da Ypê suspensos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) passaram a receber uma orientação nesta sexta-feira (15): preencher um formulário com chave PIX e dados pessoais para solicitar ressarcimento pelos itens afetados.
A medida, divulgada inicialmente no site oficial da fabricante, movimentou redes sociais e gerou dúvidas sobre reembolso, segurança sanitária e proteção de dados.
O formulário exigia informações como nome completo, CPF, telefone, endereço, dados do produto e até comprovantes fiscais. A chave PIX aparecia como parte do processo de devolução dos valores aos consumidores. Horas depois, porém, a empresa alterou o sistema e retirou temporariamente o pedido de ressarcimento automático do ar.
Suspensão da Anvisa afetou mais de 100 lotes
A decisão da Anvisa envolve a suspensão de fabricação, comercialização e uso de diversos lotes da marca após a identificação da bactéria Pseudomonas aeruginosa em produtos acabados. Segundo a agência, inspeções na fábrica da empresa em Amparo, no interior de São Paulo, encontraram falhas em processos de controle de qualidade e sinais de corrosão em equipamentos.
Apesar disso, especialistas afirmam que o risco é considerado baixo para pessoas saudáveis. A principal preocupação envolve grupos vulneráveis, como imunossuprimidos, idosos fragilizados, pacientes oncológicos, transplantados e bebês.
A recomendação atual é interromper imediatamente o uso dos produtos atingidos. Consumidores também devem verificar o número do lote na embalagem — normalmente identificado pela letra “L” seguida de seis dígitos.
Em nota, a Ypê contestou as conclusões da Anvisa e afirmou que não há comprovação de risco sanitário relevante relacionado ao uso doméstico dos produtos. A empresa informou ainda que segue ampliando os canais de atendimento para orientar consumidores afetados pela suspensão.





