Deixar o gato sair sozinho para a rua pode parecer natural, mas a prática está longe de ser segura. Segundo veterinários e pesquisas recentes, felinos que vivem com acesso livre ao ambiente externo têm expectativa de vida significativamente menor — cerca de 7 anos, contra até 15 anos entre aqueles criados exclusivamente dentro de casa.
O alerta é reforçado por estudos que comprovaram, na prática, que gatos não estão preparados para lidar com os riscos urbanos como venenos, atropelamentos e infecções.
O que dizem os estudos sobre os riscos
Uma revisão publicada na revista Global Ecology and Conservation analisou pesquisas de diversos países e confirmou: gatos com acesso à rua vivem menos e estão expostos a múltiplas ameaças.
Entre os principais riscos estão os atropelamentos — apontados como a principal causa de morte de gatos jovens no Reino Unido. Estimativas europeias indicam que entre 18% e 24% dos gatos são atropelados ao longo da vida, e cerca de 70% desses casos são fatais. No Brasil, acidentes de trânsito representam quase um quarto das lesões nesses animais.
Os estudos também mostram comportamentos de risco: monitoramentos com GPS na Austrália revelaram que gatos atravessam ruas, em média, quase cinco vezes por dia. Já pesquisas na Nova Zelândia e nos Estados Unidos indicaram que até 45% dos felinos cruzam vias regularmente.
Além disso, há o risco de intoxicação e envenenamento. Em um estudo americano, 25% dos gatos ingeriram substâncias fora de casa. Na Nova Zelândia, 59% beberam água externa e 40% se alimentaram na rua — o que aumenta a exposição a venenos e alimentos contaminados.
Doenças infecciosas, brigas com outros animais e quedas também estão entre os perigos frequentes.
Por isso especialistas recomendam que o ideal é manter os bichanos em casa e, se possível, oferecer acesso ao “mundo exterior” de forma controlada e varandas.





