Após uma dança de cadeiras entre William Bonner, César Tralli e Roberto Kovallick para o reajuste do Jornal Nacional, a TV Globo traz uma nova mudança drástica no seu quadro de jornalistas — incluindo até um jornalista antigo da casa.
O jornalista Sidney Garambone foi demitido da TV Globo na última segunda-feira (3/11), encerrando uma carreira de 25 anos na emissora. A informação foi confirmada pelo próprio Garambone à Folha de S.Paulo, que resumiu sua saída como o fim de um “ciclo vitorioso”, sem detalhar os motivos da decisão.
Carreira marcada por inovação no jornalismo esportivo
Garambone começou sua trajetória na Globo em 2000 como chefe de reportagem na divisão de esportes. Ao longo dos anos, ocupou cargos de destaque, incluindo diretor do Esporte Espetacular entre 2000 e 2010 e, mais recentemente, editor de Qualidade e Projetos Especiais no setor de esportes.
Seu trabalho transformou programas tradicionais, como Globo Esporte e Esporte Espetacular, trazendo uma linguagem mais descontraída e acessível, capaz de atrair públicos diversos.
Além de funções editoriais, Garambone atuou como debatedor fixo do extinto Arena SporTV e participou de projetos inovadores, como a série documental Galvão: Olha o Que Ele Fez, produzida em parceria com Galvão Bueno, e o quadro Na Estrada com Galvão, que oferecia uma perspectiva intimista sobre eventos esportivos.
Ele também esteve presente na cobertura da Copa do Mundo de 2002, na Coreia do Sul e Japão, consolidando seu papel de referência no jornalismo esportivo brasileiro.
Segundo o jornalista Gabriel Vaquer, da coluna Outro Canal, a saída de Garambone integra uma nova rodada de mudanças na Globo, que ocorre pouco depois da recente troca na bancada do Jornal Nacional, evidenciando o momento de transição e reestruturação dentro da emissora.
Com a demissão de Sidney Garambone, a Globo encerra um capítulo de inovação no jornalismo esportivo.




