Embora os avanços científicos tenham desmistificado a fama apocalíptica dos eclipses, o fenômeno ainda preserva uma aura de mistério que intimida, sobretudo quando ocorre em condições atípicas. Por conta disso, é fundamental que as pessoas estejam preparadas para 2027.
Isso porque, no dia 2 de agosto do próximo ano, o Sol desaparecerá do céu por quase 7 minutos devido à ocorrência de um eclipse solar total de proporções históricas que já está mobilizando a comunidade científica e entusiastas da astronomia ao redor do mundo.
O fenômeno, que contará com 6 minutos e 23 segundos de duração no total, se consolidará como o mais longo do século XXI, tendo em vista que o recorde histórico anterior remete a 1919.
Essa duração histórica deriva de fatores orbitais raros que ampliam o disco lunar e reduzem o solar, o que por si só já maximiza o tempo de cobertura. Contudo, a posição exata da sombra sobre a Terra complementa as condições necessárias para a ocorrência do fenômeno.
Vale destacar que, apesar de sua extensa duração, a visibilidade do eclipse será restrita a determinadas regiões. Mas, graças a seu caráter excepcional, ele certamente contará com uma cobertura mediática sem precedentes.
Totalidade do eclipse: onde será possível avistar o fenômeno em tempo real?
A projeção da Lua percorrerá o Atlântico rumo ao leste, sobrevoando marcos históricos globais antes de seu término. Por conta disso, estão na rota da totalidade do eclipse os seguintes países e regiões (via Catraca Livre):
- Espanha: considerado um dos melhores pontos de observação na Europa;
- Norte da África: embora locais como Marrocos, Argélia, Líbia e Egito estejam na zona de escuridão total, este último terá acesso a maior duração da totalidade;
- Oriente Médio: Arábia Saudita e Iêmen contarão com visibilidade privilegiada;
- Groenlândia e Islândia: receberão as primeiras fases do fenômeno, antes de sua sombra avançar para outros continentes.





