A discussão sobre o possível fim da escala 6×1 voltou a mobilizar trabalhadores e empresas em todo o país — e uma das principais dúvidas envolve o funcionamento de serviços essenciais como farmácias e drogarias.
Com propostas em análise no Congresso Nacional prevendo redução da jornada semanal, muitos profissionais do setor passaram a questionar se os estabelecimentos poderiam deixar de abrir aos fins de semana e feriados.
A resposta, ao menos por enquanto, é não. Mesmo com mudanças nas regras trabalhistas, farmácias devem continuar funcionando normalmente, inclusive em plantões e horários estendidos. O impacto mais significativo tende a ocorrer na organização das equipes e nas escalas de trabalho.
Mudança pode exigir mais contratações e revezamento de funcionários
Hoje, grande parte dos trabalhadores de farmácias atua em jornadas próximas ao modelo 6×1, com apenas um dia de descanso semanal. As propostas em debate incluem redução da carga horária para até 40 horas semanais, além da ampliação das folgas remuneradas.
Na prática, empresas do setor poderiam ser obrigadas a reorganizar turnos de farmacêuticos, caixas, balconistas, estoquistas e atendentes para manter o funcionamento sem ultrapassar os novos limites previstos em lei.
Especialistas avaliam que setores considerados essenciais, como saúde, segurança e telecomunicações, devem continuar operando por meio de escalas e revezamentos. O desafio, porém, estaria no aumento dos custos operacionais e na necessidade de ampliar equipes para cobrir horários antes preenchidos pela jornada atual.
Outro ponto que preocupa empresários envolve o impacto financeiro. Advogados trabalhistas e economistas apontam que mudanças na carga horária podem elevar despesas com folha de pagamento, horas extras e contratações.
Apesar da repercussão, nenhuma alteração entrou em vigor até agora. As propostas ainda tramitam no Congresso e dependem de aprovação legislativa.





