Ao pensarmos em dinossauros predadores pensamos imediatamente no Tyrannosaurus rex, um carnívoro gigante com braços pequenos. Mas a descoberta de uma nova espécie, encontrada próxima ao Brasil, prova que existiam predadores ainda mais mortais e com “mãos grandes” e garras afiadas feitas para caçar.
Trata-se do Joaquinraptor casali, descrito na revista Nature Communications. O fóssil, encontrado na Patagônia, na Argentina, indica que a espécie continha mãos grandes, diferentemente de outros predadores de tamanho similar. Paleontologistas indicam que o dinossauro mantinha total mobilidade nos membros dianteiros.
Predador gigante é de mesmo grupo de dinossauros encontrados no Brasil
Com cerca de sete metros de comprimento e uma tonelada, o Joaquinraptor viveu no final do período Cretáceo, há aproximadamente 66 milhões de anos, sendo um dos últimos grandes predadores da América do Sul antes da extinção em massa dos dinossauros. Ele pertence ao grupo dos Megaraptora, carnívoros que também habitaram o Brasil e a Austrália.
O fóssil inclui fragmentos do crânio, mandíbula, cauda e membros, além de uma garra de “polegar”. Um detalhe curioso é a presença de restos de um réptil aparentado aos crocodilos presos na boca do animal, evidência direta de sua dieta variada.
Estudiosos apontam que o predador se alimentava principalmente de grandes herbívoros, como os titanossauros, que viviam em um ambiente quente e úmido, favorável ao crescimento dos Megaraptora.
O nome da espécie homenageia o filho do paleontólogo Ibiricu, Joaquín, e o próprio Gabriel Casal, responsável pelo estudo da região onde os fósseis foram encontrados. Segundo os pesquisadores, as condições ambientais, com abundância de presas e clima propício, teriam contribuído para que os Megaraptora atingissem tamanhos impressionantes antes da extinção.
A descoberta do Joaquinraptor casali fornece novas pistas sobre a diversidade dos predadores sul-americanos e sua adaptação ao ecossistema do Cretáceo tardio.





