Adam Mosseri, chefe do Instagram, negou que smartphones escutem conversas para direcionar anúncios. Em um vídeo recente postado em suas redes sociais, Mosseri refutou a ideia de que a plataforma use microfones para monitoramento.
Essa declaração aconteceu em meio a um atual debate sobre privacidade digital, quando muitos usuários expressam preocupação sobre a segurança de seus dados pessoais.
Mosseri garantiu que, tecnicamente, seria inviável utilizar os microfones dos dispositivos para espionagem sem que os usuários percebam, devido ao aumento no consumo de bateria que essa ação causaria. Esses argumentos vêm em resposta a alegações que circulam online sobre vigilâncias baseadas em dados coletados por aplicativos.
Questões de privacidade no mundo digital
A crescente desconfiança dos usuários em relação aos seus dados levantou discussões mais amplas sobre privacidade. A Meta, empresa mãe do Instagram, sustenta que não existem evidências para corroborar alegações de espionagem através de smartphones.
Mosseri enfatizou que escutar conversas sem consentimento é uma prática ilegal em muitos países, incluindo o Brasil, onde a interceptação de comunicações sem autorização judicial é criminalizada.
Em paralelo, a Apple enfrenta ações legais sobre o uso do Siri, onde foi acusada de captação irregular de conversas. Embora a Apple tenha negado qualquer irregularidade significativa, concordou com um acordo milionário para resolver disputas relacionadas a isso, sublinhando a crescente preocupação dos consumidores sobre o tema.
Para aqueles que acreditam estar sendo monitorados, Mosseri forneceu argumentos racionais sobre como os anúncios são personalizados. A personalização ocorre amplamente por meio de históricos de busca e interações online.
Além disso, algoritmos de afinidade, que analisam comportamentos e interesses, também desempenham um papel vital. Mosseri salienta que essas técnicas não requerem acesso a conversas privadas.





