Criado pela Receita Federal, o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) surgiu em novembro de 1965 e tinha o objetivo central de organizar a identificação de contribuintes por meio de um número único de 11 digitos.
O registro substituiu oficialmente o Cartão de Identificação do Contribuinte (CIC) e, com o passar do tempo, superou seu propósito original, tornando-se um documento de extrema importância para os brasileiros.
Originalmente, o CPF consistia em um documento independente, apresentado em um cartão de plástico sem foto que ainda é guardado por muitas pessoas mais velhas. Hoje em dia, porém, isso já não é mais necessário.
Afinal, além de ter como única finalidade a comprovação de inscrição, a versão física do CPF deixou de ser emitida em 2011. Desde então, o registro passou a existir apenas como um número, que pode ser incorporado a outros documentos oficiais, como a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e a Carteira de Identidade Nacional (CIN).
Sendo assim, o cartão já não possui qualquer utilidade prática, sendo mantido apenas por tradição ou como forma de evitar eventuais transtornos decorrentes de falhas na apresentação de documentos digitais.
É preciso descartar o cartão do CPF? Saiba o que fazer com o documento
Mesmo tendo se tornado obsoleto, o cartão físico do CPF não precisa ser descartado, já que o número contido nele é vitalício, preservando assim seu status como um comprovante do registro.
E em caso de perda ou roubo do documento, não é necessário solicitar a emissão de uma segunda via, pois conforme mencionado anteriormente, o CPF já integra as informações presentes em outras credenciais.
No entanto, especialistas destacam que, em situações como essa, é fundamental monitorar o CPF por meio do site da Receita Federal, a fim de verificar se o número está sendo utilizado por golpistas e, assim, solucionar eventuais problemas antes que se agravem.





