O Irã foi inicialmente confirmado como uma das 48 seleções que disputarão a 23ª edição da Copa do Mundo, marcada para ocorrer entre junho e julho. No entanto, a escalada do conflito com os Estados Unidos pode mudar esse cenário.
Vale lembrar que a delegação do país não esteve presente no recente evento organizado pela Federação Internacional de Futebol (FIFA), realizado na cidade de Atlanta nesta semana. E embora isso não necessariamente anule sua participação, a atitude alimentou rumores.
Só que a possibilidade não parece abalar o presidente dos EUA, Donald Trump, que ordenou o ataque inicial ao Irã com a justificativa de que o país do Oriente Médio estaria desenvolvendo um arsenal de guerra pesado, incluindo até mesmo armas nucleares.
Em entrevista ao portal Politico, que foi publicada na última terça-feira (3), o republicano afirmou não se importar se o Irã participará ou não da Copa, indo contra a mensagem de união que a FIFA visa transmitir com o torneio.
Ainda durante a conversa, o líder estadunidense declarou acreditar que o Irã é “um país muito derrotado”, ressaltando que a nação pode estar à beira de um colapso e “funcionando no limite”.
Mesmo com fala de Trump, FIFA tenta manter a normalidade
A princípio, a FIFA não se manifestou sobre as falas de Trump ou sobre a presença da Seleção Iraniana na Copa do Mundo. Desta forma, o presidente da entidade, Gianni Infantino, parece querer evitar complicações por conta de problemas geopolíticos.
Mas, apesar dos esforços, a situação permanece tensa. Ainda mais considerando que na perspectiva do presidente da Federação de Futebol da República Islâmica do Irã, Mehdi Taj, os ataques promovidos pelos EUA e Israel não são um bom sinal para o torneio (via CNN Brasil).
É relevante lembrar que, na era moderna, nenhuma seleção classificada deixou de disputar a Copa do Mundo. Todavia, caso o Irã decida abrir mão de sua participação, uma nova seleção precisa ser anunciada para ocupar seu lugar até junho.





