Enquanto ainda trabalhava como editor em um importante jornal do continente africano, o jornalista britânico Brendon Grimshaw acabou conhecendo o paradisíaco arquipélago Seychelles, composto por 115 ilhas, incluindo uma que atraiu sua atenção.
Contando com cerca de 0,4 km de comprimento, 0,3 km de largura e altura máxima de 61 metros acima do nível do mar, a pequena ilha Moyenne conseguiu encantar Grimshaw mesmo estando abandonada desde 1915.
Por conta disso, em 1962, o jornalista decidiu investir cerca de 8 mil libras (valor equivalente hoje a cerca de R$ 1,4 milhão) na compra do território e, desde então, se dedicar à recuperação ambiental de Moyenne que, atualmente, é um parque nacional.
Ao longo dos anos, Grimshaw trabalhou junto de de René Antoine Lafortune, o filho de um pescador local, para garantir a conservação do ecossistema da ilha e, assim, transformá-la em uma área preservada. E vale destacar que o trabalho da dupla gerou fascínio.
Afinal, com a valorização do território, múltiplas propostas de compra foram apresentadas. Uma das mais tentadoras foi atribuída a um príncipe saudita e atingiu US$ 50 milhões (aproximadamente R$ 250 milhões, na cotação atual). Ainda assim, todas foram recusadas.
Ilha permanece preservada mesmo após morte de seus cuidadores
Após a morte de Lafortune, Moyenne foi oficialmente transformada em parque nacional em 2009, o que lhe concedeu o status de área protegida. E vale destacar que, mesmo após a morte de Grimshaw, em 2012, essa condição permaneceu inalterada.
Além de uma vasta fauta e flora, o local atualmente possui um cemitério, uma igreja, um museu e um restaurante que, por sua vez, só podem ser visitados de forma controlada para evitar o desequilíbrio do ambiente.
A ilha opera com limite de 50 visitantes simultâneos e 300 por dia. Além disso, o local também conta com um guarda florestal, que supervisiona a área para garantir que o ambiente permaneça preservado.





