O governo do presidente Lula planeja aumentar gradualmente o teto de faturamento do Microempreendedor Individual (MEI) para R$ 120 mil até 2028. A proposta, em análise, sugere uma elevação para R$ 100 mil em 2027 e, posteriormente, R$ 120 mil no ano seguinte.
A medida busca beneficiar trabalhadores autônomos e pequenos empresários, hoje limitados ao teto de R$ 81 mil anuais. O aumento pretende ajustar o regime ao contexto econômico atual e às necessidades crescentes dos microempreendedores, tornando viável a continuidade de seus benefícios previdenciários com menos burocracia.
A necessidade da mudança é destacada por um cenário econômico de custos elevados e inflação. O governo procura equilibrar essa ampliação com a responsabilidade fiscal, assegurando que a modificação do teto do MEI não comprometa as finanças da Previdência Social.
Benefícios para o MEI
O MEI, desde sua criação em 2008, foi crucial para a formalização de pequenos negócios no Brasil. Atualmente, cerca de 16,8 milhões de empreendedores estão registrados sob esse regime.
Ao alterar o teto de faturamento, o governo visa flexibilizar o ambiente para pequenos empreendedores nos setores de serviço e comércio principalmente, sem afetar o equilíbrio dos recursos públicos destinados à Previdência.
Desafios e ajustes necessários
Reconhecendo potenciais riscos financeiros, o governo propõe um aumento cauteloso para evitar desequilíbrio fiscal. A análise desta proposta inclui a consideração do impacto sobre a Previdência, com estimativas que já apontam para um possível impacto de R$ 90 bilhões caso o limite atinja R$ 130 mil.
A ampliação do teto do MEI ainda está em fase de análise, com novas deliberações esperadas até 2028. O foco segue em encontrar soluções que permitam a adaptação do regime às condições inflacionárias, corrigindo o valor do faturamento com base na inflação anual.





