Se depender do presidente dos Estados Unidos este país da Europa sofre perigo. Donald Trump voltou a endurecer o discurso contra a Rússia e afirmou neste domingo (12) que pode autorizar o envio de mísseis Tomahawk à Ucrânia caso Moscou não demonstre disposição para encerrar a guerra em breve.
A fala foi feita durante uma conversa com jornalistas a bordo do avião presidencial, enquanto o líder americano viajava para Israel.
Declaração do presidente norte-americano reacende temores de escalada no conflito europeu
“Se esta guerra não for resolvida, posso enviar Tomahawks para vocês”, declarou Trump, em tom de advertência direta ao governo de Vladimir Putin. O presidente norte-americano destacou ainda que o Tomahawk é uma “arma extremamente ofensiva” e afirmou que “a Rússia não precisa disso”, sugerindo que o envio seria uma resposta proporcional à continuidade dos ataques russos.
A declaração ocorre poucos dias após uma conversa telefônica entre Trump e o presidente ucraniano Volodmir Zelenski, em que o republicano teria sinalizado apoio militar ampliado a Kiev. Segundo o próprio Trump, o envio dos Tomahawks “representaria um novo passo em termos de dissuasão e força”.
Moscou reagiu com preocupação à possibilidade, classificando a medida como uma “provocação direta” que poderia prejudicar seriamente as relações diplomáticas entre os dois países. Nas últimas semanas, a Rússia intensificou ataques à infraestrutura energética da Ucrânia, o que teria motivado a mudança de postura da Casa Branca.
A fala de Trump marca uma virada no tom do presidente, que antes defendia uma solução negociada para o conflito. Agora, ele afirma acreditar que a Ucrânia pode recuperar os territórios ocupados pela Rússia — e promete usar “todos os recursos necessários” para pressionar Moscou a ceder.





