O movimento mais recente da Meta reacendeu discussões sobre o futuro de seus principais produtos após a empresa dar seu passo mais drástico até agora: o corte massivo de orçamento que, na prática, indica o cancelamento do metaverso.
A decisão, revelada por um relatório da Bloomberg, mostra que Mark Zuckerberg está desmontando a iniciativa bilionária que ele próprio anunciou como “o sucessor da internet móvel”.
Metaverso perde força e vira prioridade negativa dentro da Meta
Segundo fontes ouvidas pela Bloomberg, o executivo determinou uma redução de até 30% no orçamento da equipe de metaverso, vinculada à divisão Reality Labs, responsável pelos óculos de realidade virtual e pelas plataformas digitais imersivas. A notícia fez as ações da empresa subirem 7% em poucas horas, sinalizando que o mercado financeiro já não acreditava no projeto — e agora comemora sua desmontagem.
O metaverso, introduzido como a grande transformação tecnológica do futuro, nunca saiu do papel como prometido. Metas internas foram fracassadas de forma acelerada: o Horizon Worlds, principal ambiente virtual da Meta, não chegou nem perto de atingir os 500 mil usuários ativos previstos para 2022.
A proposta também surgiu em um momento de saturação do público, que, após a pandemia, buscava mais vida real e menos interfaces digitais complexas.
Enquanto isso, a Meta enfrenta histórico desgaste causado por polêmicas envolvendo dados, moderação e denúncias internas. O metaverso chegou a ser visto como uma tentativa de “blindar a marca”, mas a estratégia não sustentou sua sobrevivência.
Com a retirada de recursos do metaverso, a empresa deve redirecionar parte do orçamento para óculos inteligentes, dispositivos vestíveis e projetos de inteligência artificial, áreas onde Zuckerberg tenta recuperar protagonismo.
Para analistas, a decisão marca o fim simbólico do maior experimento tecnológico da Meta — e o início de uma nova fase, mais pragmática, voltada a produtos com retorno real.





