E-mail vazado revelou antes da hora um plano de demissão em massa que afetaria cerca de 16 mil funcionários de uma das maiores empresas do mundo. A Amazon, gigante do setor de tecnologia, enfrentou um clima de tensão interna após o envio acidental de uma mensagem corporativa com informações sensíveis.
O conteúdo começou a circular entre colaboradores da Amazon Web Services (AWS), divisão de computação em nuvem da companhia, antes de qualquer comunicado oficial. A antecipação do aviso gerou insegurança e especulações sobre cortes iminentes em diferentes áreas da empresa.
Amazon confirma demissão de funcionários após vazamento de e-mail interno
O e-mail foi assinado por Colleen Aubrey, vice-presidente sênior de soluções aplicadas de inteligência artificial. No texto, ela se referia ao plano de desligamentos como “Projeto Dawn” e indicava que funcionários dos Estados Unidos, Canadá e Costa Rica já teriam sido informados sobre as demissões. A informação, porém, ainda não havia sido confirmada, o que ampliou o clima de apreensão.
A confirmação veio apenas no dia seguinte. Em comunicado interno, a vice-presidente de experiência de pessoas e tecnologia, Beth Galetti, confirmou o desligamento de 16 mil trabalhadores. Segundo a executiva, a decisão faz parte de uma ampla reestruturação voltada à redução de níveis hierárquicos, aumento de eficiência e eliminação de burocracias internas.
Com esse novo corte, a Amazon soma cerca de 30 mil demissões corporativas em poucos meses, incluindo desligamentos realizados no fim de 2025. Embora represente menos de 2% da força de trabalho total, o impacto se concentrou principalmente em cargos administrativos.
A empresa afirma que o movimento está alinhado ao avanço de investimentos em inteligência artificial, tecnologia que, segundo o CEO Andy Jassy, deve transformar profundamente o perfil da força de trabalho. Até o momento, a Amazon não comentou o vazamento do e-mail.





