Estudos da Universidade do Norte do Texas apontam que a secadora de roupas pode chegar a consumir o equivalente a 65 geladeiras funcionando simultaneamente durante o pico de operação. Enquanto uma geladeira comum gasta entre 100 e 800 kWh por ano, a secadora ultrapassa facilmente 1.000 kWh anuais, mesmo sendo usada por períodos curtos.
A razão está na forma de funcionamento do aparelho, que exige alta potência em intervalos reduzidos, provocando picos de carga e aumentando a demanda elétrica da residência.
Peso no orçamento doméstico
Segundo o Departamento de Energia dos Estados Unidos, as secadoras representam até 6% do consumo total de energia elétrica em uma casa média. O relatório norte-americano estima que famílias que utilizam o aparelho de quatro a cinco vezes por semana gastam cerca de US$ 150 por ano (aproximadamente R$ 800) apenas com a secagem de roupas.
No Brasil, onde o custo da energia é alto e o uso do equipamento cresce nas grandes cidades, o impacto no bolso pode ser ainda maior.
Impacto ambiental preocupante
O problema não se resume à conta de luz. De acordo com a Agência Internacional de Energia (AIE), o uso intenso de eletrodomésticos como a secadora contribui diretamente para o aumento das emissões de dióxido de carbono (CO₂), especialmente em países que ainda dependem de fontes fósseis para gerar eletricidade.
Esses aparelhos, embora práticos, são considerados vilões ocultos das mudanças climáticas por seu alto consumo energético e baixa eficiência em relação à necessidade real de uso.
Como reduzir o consumo
Especialistas em eficiência energética recomendam algumas medidas para diminuir o impacto do uso da secadora. Entre elas, centrifugar bem as roupas na máquina de lavar, limpar o filtro de fiapos a cada uso, utilizar a capacidade total do tambor sem sobrecarregar e optar por modelos com selo Procel A, que indicam maior economia de energia.
Outra alternativa é aproveitar os dias ensolarados para secar roupas naturalmente, reservando o uso da secadora para períodos de chuva ou urgências. Com hábitos mais conscientes, é possível manter o conforto em casa sem transformar a conta de energia em um pesadelo mensal.





