A Easy Travel Shop (ETS), operadora de turismo conhecida por oferecer pacotes de experiências, tours e ingressos, comunicou oficialmente nesta terça-feira (25) o encerramento definitivo de suas atividades, cinco anos após a fundação.
A decisão, considerada “inevitável” pela empresa, foi tomada após sucessivas tentativas de reestruturação e por conta de um grave impacto financeiro provocado pela crise envolvendo a ViagensPromo, antiga parceira que respondia por cerca de 60% das vendas da ETS.
Motivos do encerramento
Em carta aberta assinada pelo CEO Michael Barkoczy e pela diretora de Operações Bárbara Picolo, a ETS atribuiu o fim do negócio à deterioração de sua sustentabilidade financeira.
Segundo o comunicado, além da queda drástica nas vendas, a empresa sofreu com valores devidos pela ViagensPromo que deixaram de ser pagos após o rompimento da parceria.
Mesmo diante do cenário adverso, a operadora afirma que fará todos os esforços para cumprir com os compromissos assumidos, manterá os embarques já contratados, honrará contratos com clientes, fornecedores e colaboradores e promete concluir pendências antes de desativar suas plataformas. A empresa também informou que não aceitará novas reservas a partir de 26 de novembro.
Impacto e reação do setor
O encerramento da ETS representa uma perda significativa para o segmento de turismo de experiências e pacotes terrestres no Brasil, a Braztoa manifestou pesar pelo fechamento, mas elogiou a postura da empresa ao optar por um encerramento transparente e comprometido com os compromissos firmados.
Para o mercado, a falência da Easy Travel Shop evidencia a fragilidade de modelos de negócio que dependem em larga escala de parcerias e da saúde financeira de terceiros. Muitos fornecedores, agentes de viagens e clientes agora aguardam a conclusão dos embarques e a quitação de valores pendentes, processo que, segundo a ETS, deve se estender até o final de 2025.
A trajetória da Easy Travel Shop
Criada em 2020 em meio à pandemia, a ETS nasceu com a proposta de inovar no mercado brasileiro de turismo, oferecendo um marketplace de experiências com ingressos, tours, traslados e soluções integradas para agentes de viagens. A iniciativa ganhou força nos primeiros anos, com participação crescente de parceiros e fornecedores.
No entanto, a forte dependência da parceria com a ViagensPromo, somada à crise financeira gerada pelo colapso desse parceiro, comprometeu a sustentabilidade da empresa. Mesmo com esforços de reestruturação, a ETS concluiu que o melhor caminho seria encerrar as atividades de forma ordenada e responsável, evitando surpresas negativas para clientes e colaboradores.
Com o anúncio do fechamento, o setor de turismo perde uma operadora que vinha apostando em inovação e digitalização. Para consumidores e agentes de viagens, o momento agora é de acompanhar de perto o cumprimento dos serviços já contratados e o desfecho das pendências financeiras.





