Pagar aluguel, fazer compras no supermercado e manter as contas básicas em dia tem se tornado um desafio crescente em diferentes partes do mundo. Em meio à alta do custo de vida, muitos passaram a considerar a mudança para outro país em busca de maior estabilidade financeira. Mas um novo levantamento mostra que alguns destinos podem pesar ainda mais no bolso, mesmo com a realidade do Brasil.
Dados divulgados pela plataforma Numbeo, referência mundial em índices de custo de vida, apontam a Suíça como o país mais caro do mundo para viver em 2025. O ranking leva em consideração despesas como moradia, alimentação, transporte, serviços e poder de compra da população.
Brasil está distante dos países mais caros do mundo
Apesar da percepção de muitos brasileiros sobre o aumento constante dos preços, o Brasil aparece longe do topo do ranking global. Atualmente, o país ocupa posição acima da centésima colocação na lista dos lugares mais caros para viver, oscilando em diferentes posições entre rankings e estudos.
Ainda assim, especialistas destacam que o impacto financeiro no Brasil é sentido de maneira diferente. Isso porque o custo de vida elevado é comparado a uma renda média muito menor do que em países desenvolvidos. Alimentação, medicamentos e moradia seguem entre os principais gastos das famílias brasileiras.
Já o alto custo para se viver na Suíça é impulsionado principalmente pelos preços elevados dos aluguéis, do sistema de saúde e de serviços cotidianos. Em cidades como Zurique e Genebra, apartamentos pequenos podem ultrapassar facilmente o equivalente a R$ 10 mil mensais. Por outro lado, o país também possui alguns dos maiores salários médios do planeta.
No Brasil, São Paulo e Rio de Janeiro são as duas cidades mais caras para se viver, respectivamente. Mesmo fora dos rankings mais extremos do mundo, o cenário brasileiro ainda lida com desigualdades e perda do poder compra.





