Na semana passada, o tumulto provocado pela torcida do Independiente Medellín no estádio Atanasio Girardot, na Colômbia, acabou levando ao cancelamento do jogo contra o Flamengo, válido pela fase de grupos da Copa Libertadores.
E é relevante destacar que, além de possivelmente garantir a vitória do rubro-negro carioca por W.O., o ocorrido ainda resultou em uma punição para o time da casa, que não poderá mais contar com a torcida em seus próximos jogos em casa ou como visitante.
Aplicada pela Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), a punição se baseia no artigo 53 do Código Disciplinar da entidade, que permite a aplicação de sanções preventivas sem a necessidade de audiência prévia com as partes envolvidas.
Apesar disso, de acordo com informações divulgadas pelo portal ge, o direito ao contraditório foi mantido, dando aos envolvidos até o dia 19 de maio para enviar sua defesa. O veredito definitivo só será anunciado após o encerramento desse prazo.
Vale lembrar que o risco de incidentes envolvendo a torcida colombiana já era de conhecimento público. Ainda assim, em reunião de segurança no dia 4 de maio, representantes do Independiente Medellín pressionaram pela participação de seus torcedores.
Revolta premeditada: entenda a motivação por trás da atitude da torcida colombiana
O estopim para a revolta dos torcedores do Independiente Medellín foi o forte descontentamento com a diretoria do clube, que atravessa uma severa crise administrativa e financeira.
Logo nos minutos iniciais da partida, a torcida ateou fogo em cadeiras, arremessou sinalizadores no gramado, depredou banheiros e chegou até mesmo a invadir o campo, gerando, assim, um cenário de extremo perigo para os jogadores.
Nem mesmo a chegada das forças de segurança intimidou os envolvidos, que entraram em confronto direto com os agentes. Diante do cenário de violência e da total falta de garantias de segurança, a arbitragem não teve escolha senão interromper precocemente a partida.





