Uma enorme camada de espuma branca cobriu trechos Rio Tietê na cidade de Salto, interior de São Paulo, e transformou completamente a paisagem do principal cartão-postal do município nesta semana. Imagens aéreas registradas sobre o Complexo Turístico da Cachoeira mostram o rio praticamente tomado pela espuma tóxica.
Segundo especialistas, o fenômeno ocorre quando resíduos químicos despejados sem tratamento — principalmente detergentes e matéria orgânica — são agitados pela força das quedas d’água, formando grandes volumes de espuma.
De acordo com a Fundação SOS Mata Atlântica, o Tietê recebe diariamente cerca de 600 toneladas de lixo e poluentes, grande parte proveniente da região metropolitana de São Paulo.
Espuma tóxica pode causar irritações e preocupa autoridades
A Prefeitura de Salto informou que o problema é recorrente e atribuiu a situação ao despejo contínuo de esgoto sem tratamento ao longo do curso do rio. Em nota, a administração municipal afirmou que monitora constantemente o cenário e reforçou que o fenômeno só deve diminuir de forma definitiva com a redução da poluição despejada no Tietê.
Já a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo explicou que as chuvas registradas nos últimos dias contribuíram para arrastar resíduos acumulados nas margens e em córregos para o leito principal do rio, intensificando a formação da espuma.
Apesar de atrair visitantes curiosos, a Defesa Civil alerta que o contato com a substância pode causar irritações na pele, nos olhos e desconfortos respiratórios. A recomendação é evitar aproximação e não entrar em contato com a água.
O episódio também reacende o debate sobre saneamento básico e preservação ambiental em São Paulo, especialmente diante dos impactos visíveis causados pela poluição em um dos rios mais importantes do país.





