O Brasil é um dos países com maior diversidade de escorpiões do mundo, abrigando mais de 170 espécies conhecidas, segundo o Instituto Butantan.
Dentre elas, quatro são consideradas de importância médica por representarem risco real à saúde humana: o Tityus serrulatus (escorpião-amarelo), Tityus bahiensis (escorpião-marrom), Tityus stigmurus (escorpião-amarelo do Nordeste) e Tityus obscurus (escorpião-preto da Amazônia).
O escorpião-amarelo é considerado um dos mais perigosos do mundo e o mais comum de ser encontrado. Este aracnídeo se adaptou aos ambientes urbanos e pode ser encontrados em casas, apartamentos e até nas plantas.
O que fazer com plantas propícias para escorpiões
Segundo especialistas, plantas rasteiras e densas, como hera, unha-de-gato, maracujá, ajuga e lambari, formam um microclima úmido e escuro, ideal para que os escorpiões se escondam durante o dia e se reproduzam. É importante pontuar que não é a planta em si que atraí os escorpiões, mas sim o ambiente úmido e rasteiro proporcionado por elas.
O mesmo ocorre com gramas altas e mal cortadas, que favorecem a presença de baratas — principal fonte de alimento desses aracnídeos.
Outro ponto de atenção está nos vasos de plantas e pratinhos com água acumulada, que atraem insetos e criam frestas perfeitas para escorpiões se abrigarem. Pilhas de folhas secas, cascas de árvores e montes de lenha também funcionam como “hotéis cinco estrelas” para esses animais, oferecendo abrigo e segurança.
Manter quintais limpos e bem iluminados, eliminar acúmulo de entulhos e evitar vegetação muito densa próxima às paredes são medidas fundamentais para reduzir o risco.
Embora o escorpião-amarelo seja uma ameaça real, é possível evitar sua aproximação controlando o ambiente, sem necessidade de abrir mão das plantas.





