Embora as fortes chuvas que dividem espaço com as altas temperaturas não sejam estranhas ao verão, nas últimas semanas, os brasileiros acompanharam a ocorrência de fenômenos climáticos extremos que resultaram em tragédias em algumas regiões do país.
E é importante destacar que eles não estão relacionados apenas aos efeitos da própria estação, já que de acordo com o meteorologista Marcelo Seluchi, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o regime de chuvas no Brasil sofreu grandes alterações.
Em entrevista ao portal Poder360, o especialista relatou que a superfície do oceano Atlântico foi impactada por um aumento de temperatura que, por sua vez, contribuiu para a elevação da taxa de evaporação e dos volumes de vapor de água na atmosfera.
Isso acabou fortalecendo a potência das chuvas que atingiram locais como as cidades de Juiz de Fora e Ubá, em Minas Gerais, e o litoral paulista, e que, de acordo com informações divulgadas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), devem se espalhar para outras regiões.
Seluchi alertou ainda que, embora o fenômeno observado seja causado principalmente por massas de ar quente, o aquecimento do planeta também tem contribuído para sua ocorrência, transformando qualquer frente fria em tempestades.
Chuvas podem ocorrer de forma irregular em outras regiões
Ainda durante a conversa com o Poder360, Seluchi também destacou que, enquanto algumas localidades do país estão sendo obrigadas a lidar com as consequências de chuvas torrenciais, outras podem acabar enfrentando condições adversas.
Isso porque, por conta da degradação ambiental, o nível de umidade vinda de ambientes como a Amazônia sofreu quedas drásticas. Por conta disso, as chuvas podem cair de forma mais irregular em locais próximos à região, deixando o solo mais seco.
E de acordo com o meteorologista, estas condições dão origem a um verdadeiro círculo vicioso, já que o solo seco dificulta a ocorrência de precipitação, dificultando uma possível resolução.





