Presente na rotina de milhões de brasileiros, o café segue sendo uma das bebidas mais consumidas do mundo. Rico em antioxidantes e associado a benefícios cognitivos e metabólicos quando consumido com moderação, o café pode continuar no cardápio diário — mas especialistas alertam que o horário e as combinações da bebida fazem diferença para o organismo.
Segundo nutricionistas, o problema não está necessariamente no café em si, mas na forma como ele é consumido. A bebida pode reduzir a absorção de nutrientes importantes, como cálcio, ferro e algumas vitaminas, dependendo do momento do consumo.
Café após o almoço pode atrapalhar absorção de ferro
Uma das combinações mais tradicionais, o café com leite, está entre as mais debatidas. Isso porque a cafeína pode dificultar parcialmente a absorção do cálcio presente no leite, especialmente em pessoas que possuem baixa ingestão do mineral ao longo do dia.
Outro hábito bastante comum é tomar café logo após o almoço. Nesse caso, os especialistas apontam que os compostos fenólicos da bebida, como os taninos, podem interferir na absorção do ferro não-heme, encontrado principalmente em alimentos vegetais como feijão, lentilha, grão-de-bico e folhas verdes.
O ferro é essencial para o transporte de oxigênio pelo corpo e para a produção de energia. A deficiência do mineral pode causar sintomas como cansaço, queda de cabelo, dificuldade de concentração e anemia.
Por isso, nutricionistas costumam recomendar um intervalo de cerca de uma hora entre as refeições principais e o consumo do café. A orientação é considerada ainda mais importante para mulheres, gestantes, idosos, adolescentes e vegetarianos, grupos mais vulneráveis à deficiência de ferro.
Apesar disso, especialistas reforçam que o café não precisa ser eliminado da alimentação. Consumido fora das refeições e dentro de uma dieta equilibrada, ele continua associado a benefícios para o metabolismo e para a saúde cerebral.





