Considerado o metal mais caro do mundo, este material, embora extremamente raro e valioso, já pode estar dentro da sua própria garagem: ele é usado nos catalisadores de carros, responsáveis por reduzir a emissão de gases poluentes.
Não estamos falando nem do ouro, nem platina: é o ródio. Brilhante, branco-prateado e extremamente raro, ele pertence ao grupo da platina e se destaca pelo alto nível de reflexão e pela resistência à corrosão, características que o tornam indispensável para a indústria, especialmente a automotiva.
Metal mais caro do mundo está na Rússia e África
Seu valor supera em muito o do ouro, da platina e até do diamante. Em julho, o preço do ródio por grama chegou a US$ 163 — mais de R$ 800 —, mas flutuações no mercado podem fazer esse valor quintuplicar. Em comparação, o ouro gira em torno de US$ 100 o grama, cerca de R$ 600.
Descoberto em 1803 pelo químico inglês William Hyde Wollaston, o ródio foi extraído de uma fração de platina da América do Sul. Seu nome vem do grego “rhodon”, que significa rosa, em referência à cor avermelhada de alguns sais do metal. Extremamente raro, sua ocorrência na crosta terrestre é de apenas 0,000037 partes por milhão.
A maior parte da produção mundial vem da África do Sul, responsável por 85% do fornecimento, seguida pela Rússia; o restante do mundo contribui com uma fração mínima.
O ródio não possui minas próprias e é obtido como subproduto do refino de platina, paládio ou níquel, o que dificulta o ajuste de sua produção frente à demanda. Conflitos e instabilidades geopolíticas na África do Sul e na Rússia podem impactar ainda mais sua disponibilidade, tornando-o um metal ainda mais valioso.
Com sua presença estratégica em conversores catalíticos, o ródio mostra que até os metais mais raros podem fazer parte do nosso dia a dia.





