Dormir mal deixou de ser apenas um desconforto passageiro e passou a preocupar especialistas em saúde pública no Brasil. Dados inéditos do Ministério da Saúde mostram que mais de 20% dos brasileiros dormem menos de seis horas por noite, enquanto quase um terço da população relata sintomas frequentes de insônia.
O levantamento faz parte do Vigitel 2025, sistema nacional que monitora hábitos de vida e fatores de risco ligados à saúde da população adulta. Os números chamam atenção porque o sono insuficiente aparece cada vez mais associado ao crescimento de doenças crônicas como obesidade, hipertensão e diabetes.
Sono ruim pode afetar corpo e mente
Segundo os dados do estudo, 31,7% dos brasileiros relatam dificuldades para dormir ou manter um sono contínuo. As mulheres aparecem entre as mais afetadas pelos sintomas de insônia.
Especialistas alertam que noites mal dormidas interferem diretamente no funcionamento do organismo. Além do cansaço constante, a privação de sono pode aumentar o risco de ansiedade, depressão, alterações hormonais e problemas cardiovasculares.
O cenário preocupa ainda mais diante do avanço expressivo das doenças crônicas no país. Entre 2006 e 2024, os casos de diabetes cresceram 135% entre adultos brasileiros. Já a obesidade registrou aumento superior a 100% no mesmo período.
O estudo também identificou mudanças importantes na rotina da população. A prática de atividade física durante deslocamentos diários caiu nos últimos anos, enquanto o consumo regular de frutas e hortaliças segue abaixo do recomendado.
Diante do avanço desses indicadores, o Ministério da Saúde anunciou a criação da estratégia Viva Mais Brasil, que prevê investimentos de R$ 340 milhões em ações de prevenção e promoção da saúde.
Entre as medidas estão a ampliação do programa Academia da Saúde e campanhas voltadas à alimentação saudável, prática de exercícios e conscientização sobre a importância do sono para a qualidade de vida.





