Quem estuda para o Enem sabe que compreender filosofia é algo essencial tanto para a prova objetiva quanto para a redação. Um levantamento do SAS Educação revelou que 179 questões já abordaram ideias filosóficas, e dois nomes continuam no topo das aparições: Aristóteles e René Descartes.
Ambos transformaram a forma de pensar o conhecimento, a razão e a existência — e seguem essenciais para quem quer garantir pontos valiosos na prova.
Aristóteles e Descartes: o básico para pontuar no Enem
- Aristóteles: o equilíbrio e a razão prática
Discípulo de Platão e tutor de Alexandre, o Grande, Aristóteles (384–322 a.C.) fundou o Liceu, em Atenas, e criou uma filosofia voltada à observação e à experiência. Para ele, forma e matéria estão sempre unidas, e o verdadeiro saber nasce dos sentidos e amadurece na razão.
Defendeu que a felicidade é o resultado de uma vida equilibrada, guiada no equilíbrio entre as virtudes e os vícios — o famoso “meio-termo” entre os excessos. No Enem, costuma aparecer em temas ligados à ética e política, destacando o homem como ser racional e político.
- Descartes: o poder da dúvida e do raciocínio lógico
Séculos depois, o francês René Descartes (1596–1650) trouxe uma revolução ao pensamento moderno. Criador do racionalismo, ele defendia que só a razão pode garantir conhecimento verdadeiro.
Em sua busca por certezas, propôs duvidar de tudo até chegar a uma verdade indiscutível: “Penso, logo existo”. A partir daí, construiu um método baseado na lógica e na dedução. No Enem, Descartes aparece em questões sobre razão, método científico e dúvida metódica, sempre reforçando a importância do pensamento crítico na construção do saber.
Seja para pontuar na interpretação de texto ou ter repertório para uma boa redação, Aristóteles e Descartes são filósofos essenciais para se conhecer e levar para o Enem.





