No coração do deserto do Sinai, no Egito, uma enorme lagoa de águas azul-turquesa quebra a monotonia da paisagem árida. Trata-se do Citystars Sharm El Sheikh, oficialmente a maior piscina do mundo, reconhecida pelo Guinness World Records desde 2015.
A estrutura, inaugurada em 2012, cobre cerca de 12 hectares e integra um complexo multifuncional que inclui hotéis, residências, campos de golfe, centros comerciais e atrações culturais. Longe de ser uma piscina convencional, a lagoa mantém 300 milhões de litros de água extraídos de aquíferos salinos subterrâneos, garantindo que não haja competição com o abastecimento humano.
O enchimento completo do reservatório, que poderia parecer interminável, foi realizado em apenas 22 dias graças a um sistema de bombeamento especial.
Um oásis azul no deserto do Sinai
O projeto utiliza a tecnologia patenteada da Crystal Lagoons, capaz de manter a água cristalina mesmo em ambientes áridos, com baixo consumo de energia e de produtos químicos.
O resultado é uma verdadeira “lagoa cristalina”, com tom azul vibrante, cercada por muros de segurança e áreas exclusivas para moradores e hóspedes do complexo.
O recorde anterior pertencia ao San Alfonso del Mar, no Chile, que ainda mantém sua lagoa monumental de 8 hectares, mas foi superado pelo projeto egípcio com 11,29 hectares, o equivalente a mais de 11 piscinas olímpicas.
Assim como no Chile, a tecnologia permite manter a transparência da água e minimizar impactos ambientais, usando sistemas de filtragem eficientes.
O Citystars Sharm El Sheikh se tornou, portanto, não apenas um recorde mundial, mas também uma referência em turismo e engenharia, oferecendo um contraste impressionante entre a aridez do deserto e a exuberância de uma lagoa cristalina de proporções gigantescas.





