O lendário Fort Knox, no estado de Kentucky, é uma das construções mais seguras do planeta, e abriga um dos maiores tesouros da humanidade, com 4.600 toneladas de ouro, avaliadas em cerca de R$ 35 bilhões.
O local voltou aos holofotes depois que o presidente Donald Trump anunciou que o bilionário Elon Musk fará uma vistoria no depósito para confirmar se o ouro “ainda está lá”. Apesar da provocação política, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, garantiu que o Fort Knox passa por auditorias anuais e que “todo o ouro está presente e contabilizado”.
O que é o Fort Knox
Construído em 1936, o Fort Knox foi projetado para ser impenetrável. Sua estrutura combina granito, concreto e aço reforçado, e os protocolos de segurança são tão sigilosos que ninguém conhece todos os procedimentos para abrir o cofre.
O primeiro carregamento de ouro chegou em 1937, escoltado pelo 1º Regimento de Cavalaria. Desde então, o depósito virou sinônimo de segurança absoluta, e também de mistério. Em quase 90 anos, o cofre só foi aberto três vezes para visitas oficiais, a primeira em 1943, para o presidente Franklin D. Roosevelt; depois, em 1974, quando um grupo de jornalistas e congressistas foi autorizado a ver as reservas, e mais recentemente, em 2017, durante a visita do então secretário do Tesouro Steve Mnuchin.
Hoje, metade de todo o ouro dos Estados Unidos está guardado nesse bunker cercado por militares armados e monitorado 24 horas por dia.
Ao longo das décadas, o Fort Knox virou parte da cultura popular, e apareceu em filmes como “Goldfinger” (1964), da franquia James Bond, e até em desenhos animados dos Looney Tunes.
Mesmo assim, poucos sabem o que realmente existe atrás de suas portas blindadas. O cofre mais famoso do mundo continua guardando seus segredos, e o ouro que há quase dois milênios simboliza o poder econômico.





