Um novo alerta científico amplia a lista de animais que podem representar riscos à saúde humana. Além dos morcegos, frequentemente associados à transmissão de doenças, pesquisadores identificaram que os coiotes também podem atuar como hospedeiros de um parasita perigoso, com potencial de infecção em humanos e animais domésticos.
De acordo com um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Washington e publicado pela revista PLOS Neglected Tropical Diseases, foi detectada a presença do parasita Echinococcus multilocularis em cerca de um terço dos coiotes analisados. Esse verme é responsável por uma doença grave chamada equinococose alveolar, considerada rara, mas potencialmente fatal para humanos e cachorros.
Os cientistas observaram que a infecção nesses animais pode facilitar a disseminação do parasita em ambientes urbanos e periurbanos, especialmente porque os coiotes têm se adaptado cada vez mais à proximidade com áreas habitadas por humanos.

Como ocorre a transmissão para humanos
O ciclo de transmissão envolve principalmente canídeos, como coiotes, raposas e cães domésticos, que abrigam o verme adulto em seus intestinos. Os ovos do parasita são eliminados nas fezes e podem contaminar o solo, a água ou alimentos.
A infecção humana ocorre de forma acidental, geralmente pela ingestão desses ovos microscópicos. Uma vez no organismo, as larvas podem migrar para órgãos como o fígado, criando cistos metastáticos de crescimento lento. Essa ação é parecida com a de um câncer.
Impactos da doença e riscos à saúde
A equinococose pode permanecer assintomática por anos, dificultando o diagnóstico precoce. Quando os sintomas surgem, podem variar conforme o órgão afetado. Dessa maneira, é possível que a pessoa sinta incluir abdominais, problemas respiratórios e, em casos mais graves, no qual o parasita afetou o fígado, pode ocorrer uma insuficiência hepática.
Especialistas alertam que a doença pode ser confundida com tumores, devido ao comportamento invasivo dos cistos causadas pelo parasita no organismo. Além dos humanos, cães domésticos também podem ser infectados, tornando-se um elo importante na cadeia de transmissão, especialmente em regiões onde há contato com animais silvestres.
Expansão urbana aumenta preocupação
O avanço das cidades sobre áreas naturais tem aproximado animais silvestres da população, o que eleva o risco de exposição a agentes infecciosos. No caso dos coiotes, essa adaptação ao ambiente urbano amplia o potencial de disseminação do parasita.
Os pesquisadores destacam a importância de medidas preventivas, como higiene adequada, controle de animais domésticos e evitar contato com fezes ou ambientes potencialmente contaminados.





