A corrida espacial acaba de ganhar um novo capítulo explosivo: a China realizou entre os dias 18 e 20 de outubro os testes de seu primeiro foguete pesado reutilizável, o ZQ-3, no Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan, no noroeste do país. Inspirado nas tecnologias da SpaceX, o foguete promete transformar a presença chinesa no mercado espacial e deixar os Estados Unidos em alerta.
O ZQ-3, com impressionantes 66 metros de altura e diâmetro de 4,5 metros, utiliza uma combinação de oxigênio líquido e metano, possui dois estágios e decola verticalmente — com a ambição de também pousar um deles na vertical. A China pretende seguir os passos da SpaceX, que revolucionou o setor com foguetes reutilizáveis capazes de reduzir até 90% dos custos e aumentar a frequência de lançamentos.
Com 25% do mercado de lançamentos, China entra na batalha contra os 60% dos EUA
Os últimos testes incluíram ensaios de propelente em grande escala e disparo estático, preparando o caminho para o voo inaugural, previsto entre novembro e dezembro deste ano. A primeira tentativa de pouso do foguete, contudo, está marcada apenas para 2026.
O país asiático mira mais do que apenas lançamentos comerciais: planos grandiosos incluem enviar astronautas à Lua até 2030. Além disso, a China se prepara para enfrentar outro desafio crucial da era espacial: o lixo orbital.
Cientistas estimam que mais de 130 milhões de fragmentos com mais de um milímetro orbitam a Terra, e Pequim já desenvolve soluções para limpar a órbita, evitando uma possível emergência ambiental.
Enquanto os Estados Unidos detêm cerca de 60% do mercado global de lançamentos, a China se consolida com 25% e agora avança com tecnologia que pode mudar o jogo. A chegada do ZQ-3 indica que a corrida espacial, antes muito dominada pelos EUA, ganha um concorrente.





