A crise no futebol ganhou um novo e duro capítulo nesta semana como parte de uma ampla ofensiva anticorrupção conduzida pelo governo. Na China, a Associação Chinesa de Futebol (ACF) anunciou o banimento vitalício de 73 pessoas por envolvimento em esquemas de corrupção e manipulação de resultados.
Entre os punidos está Li Tie, ex-treinador da seleção nacional, que agora está oficialmente proibido de exercer qualquer função ligada ao futebol pelo resto da vida.
A operação anticorrupção foi intensificada nos últimos anos e direcionada especialmente ao esporte profissional. Segundo a ACF, as sanções foram aplicadas após uma “revisão sistemática” dos casos investigados e têm como objetivo restaurar a credibilidade das competições e reforçar a disciplina no setor.
Escândalo atinge dirigentes, atletas e clubes de futebol
Li Tie comandou a seleção chinesa entre 2019 e 2021 e é um dos nomes mais conhecidos do futebol do país, com passagem como jogador pelo Everton e Sheffield United, da Inglaterra. Em 2024, ele foi condenado a 20 anos de prisão por crimes de suborno.
Em documentário exibido pela emissora estatal CCTV, o ex-treinador confessou ter pago propinas para assumir cargos e admitiu participação em manipulações de partidas quando ainda atuava como técnico de clubes.
Além dele, Chen Xuyuan, ex-presidente da ACF, cumpre prisão perpétua após ser condenado por receber cerca de US$ 11 milhões em subornos.
O impacto das investigações também atingiu diretamente o futebol profissional. Dos 16 clubes que disputaram a temporada 2025 da Superliga Chinesa, 11 sofrerão punições esportivas, incluindo perda de pontos e multas financeiras. Equipes tradicionais como Shanghai Shenhua, Tianjin Jinmen Tiger, Shanghai Port e Beijing Guoan começarão a temporada 2026 em desvantagem na tabela.
A federação não detalhou como os esquemas funcionavam nem informou se novas fases da investigação estão previstas. Também não há informações sobre a possibilidade de recursos por parte dos punidos.





