A Força Aérea Brasileira (FAB) planeja expandir sua frota de caças Gripen E com a aquisição de mais 20 unidades, conforme antecipado pela CNN Brasil, em um movimento estratégico para modernizar a defesa aérea do país.
A decisão de ampliar o contrato atual com a Suécia para a compra dos caças Gripen E marca um novo capítulo no Projeto F-X2, que visa a modernização da aviação de combate brasileira. A notícia surge pouco após o Brasil ter recebido, na última terça-feira (2), o primeiro caça Gripen F, um modelo biposto, parte do acordo original firmado em 2014, que previa a entrega de 36 aeronaves até 2032.
Gripen E: O futuro da defesa aérea brasileira
Os caças Gripen, produzidos pela sueca Saab em parceria com a Embraer, são peças-chave na estratégia de defesa. Enquanto o Gripen F, com sua configuração biposto, é frequentemente utilizado para treinamento, o Gripen E é o modelo monoposto, projetado especificamente para missões de combate.
Apesar do anúncio, o contrato para a aquisição adicional ainda não foi formalmente assinado, mas a Saab já manifestou prontidão para iniciar as negociações. A frota atual da FAB, que inclui aeronaves como A-1M, A-29 Super Tucano e F-5M Tiger II, será significativamente reforçada pelos Gripen, que já somam 11 unidades entregues desde 2014.
O Brasil planeja gastar, em média, R$ 1,2 bilhão por ano (ou 2,26 bilhões de coroas suecas) até 2032. Esse é o valor que o governo reserva anualmente no orçamento para pagar pelas aeronaves e pela tecnologia que está sendo transferida para o país.
O custo total até agora (desembolso acumulado): Desde que o contrato foi assinado em 2014, o Brasil já pagou um total de R$ 15,3 bilhões (28,27 bilhões de coroas suecas). Esse valor representa a soma de todas as parcelas e investimentos feitos nos últimos 10 anos.





