Hoje uma dos grandes impasses da aviação é encontrar tecnologias capazes de encurtar viagens longas entre países. Uma nova tecnologia desenvolvida pela Airbus promete transformar a aviação comercial ao permitir voos sem escalas entre cidades que hoje exigem longas conexões e horas adicionais de viagem.
A novidade ganhou destaque após o primeiro voo de testes do Airbus A350-1000ULR, aeronave projetada para se tornar o avião comercial de maior alcance do mundo. O modelo decolou de Toulouse, na França, e concluiu com sucesso sua primeira etapa de avaliações.
Desenvolvido para a companhia aérea australiana Qantas, o avião faz parte do chamado Projeto Sunrise, iniciativa que busca realizar voos diretos entre Sydney e cidades como Londres e Nova York pela primeira vez na história da aviação comercial. A aeronave foi projetada para permanecer no ar por até 22 horas consecutivas, percorrendo quase 18 mil quilômetros sem necessidade de reabastecimento.
Avião foi criado para enfrentar a última fronteira das viagens aéreas
O desempenho extraordinário do A350-1000ULR é resultado de uma série de modificações estruturais. Entre elas está a instalação de um tanque adicional capaz de transportar cerca de 20 mil litros extras de combustível, ampliando significativamente a autonomia do modelo.
Mas a inovação não se limita ao alcance. Como os passageiros poderão passar quase um dia inteiro a bordo, a Airbus e a Qantas desenvolveram uma configuração especial com apenas 238 assentos, número inferior ao de aeronaves semelhantes. O espaço interno contará com áreas de bem-estar para alongamento, sistemas de iluminação projetados para reduzir os efeitos do jet lag e conexão Wi-Fi durante todo o trajeto.
A primeira entrega do modelo está prevista para 2027. Quando entrar em operação, o A350-1000ULR poderá redefinir as viagens de longa distância, eliminando escalas em algumas das rotas mais desafiadoras do planeta e reduzindo o tempo total gasto entre continentes.





