O Google começa a dar adeus à experiência de busca tradicional no Brasil com a chegada do Modo IA em português. Após quase seis meses de testes internacionais, o recurso promete mudar a forma como os brasileiros acessam informações online, unindo inteligência artificial à pesquisa convencional.
A novidade combina o buscador clássico com o modelo Gemini 2.5, permitindo respostas mais detalhadas, personalizadas e até automatizadas, em uma interface simples e direta. Além do português, o lançamento simultâneo contempla coreano, japonês, indonésio e hindi, reforçando o caráter global da ferramenta.
Como o Modo IA transforma a pesquisa
Originalmente lançado em março, o Modo IA permite fazer perguntas complexas — de indicações de restaurantes a planejamento de viagens — em um só lugar, aproveitando a base de dados acumulada pelo Google ao longo de mais de 20 anos. Diferentemente do assistente Gemini, a novidade oferece acesso direto às funcionalidades do buscador, entregando resultados mais precisos e contextuais.
No Brasil, o recurso traz avanços significativos, incluindo a IA Agêntica, capaz de executar tarefas automaticamente e adaptar respostas às preferências do usuário. A adaptação local garante respostas mais rápidas e alinhadas à língua e cultura brasileiras, tornando a experiência de pesquisa mais eficiente.
Embora concorrentes, como a Perplexity AI, ofereçam soluções semelhantes, o Google aposta em sua experiência consolidada para se diferenciar. Segundo Hema Budaraju, vice-presidente da Busca, a ferramenta combina duas décadas de precisão com capacidades multimodais, compreendendo texto, imagens e áudios de maneira integrada.
Entre os destaques estão respostas personalizadas, execução automática de tarefas e integração com histórico de buscas. Para minimizar falhas ou “alucinações” de IA, o sistema passa por etapas adicionais de verificação.
O acesso ao Modo IA em português será liberado gradualmente para desktop, smartphones e aplicativo oficial em Android e iOS, marcando um novo capítulo na busca online e sinalizando o fim da experiência clássica no Brasil.





