Dezenas de garis de Belo Horizonte paralisaram os serviços de coleta nesta segunda-feira (19) após relatarem problemas trabalhistas que se acumulam há meses.
Contratados pela empresa Sistemma Serviços Urbanos, eles afirmaram que decidiram cruzar os braços depois de sucessivos atrasos no depósito do FGTS e da falta de benefícios básicos, como plano de saúde. A interrupção já começa a ser percebida em bairros das regiões Nordeste, Leste e Noroeste, onde sacos de lixo permanecem nas calçadas desde as primeiras horas do dia. As informações são do jornal O Tempo
Protesto expõe bastidores e pressiona prefeitura
Concentrados em frente à sede da prestadora, no Anel Rodoviário Celso Mello Azevedo, no bairro São Gabriel, os trabalhadores relataram ao O Tempo que a situação se tornou insustentável.
O influenciador Tales Marcelo Alves, conhecido como Gari Gato de BH, disse ao jornal que a categoria se sente desrespeitada e exposta a riscos diários sem a devida proteção social. Segundo ele, a paralisação não é apenas por salários, mas por dignidade e reconhecimento.
Moradores das áreas afetadas também relataram ao O Tempo mudanças na rotina. No bairro São Gabriel, Yone Martins Lima, de 57 anos, contou que o caminhão não passou no horário habitual e que precisou manter os resíduos em casa.
Apesar do transtorno, ela afirmou compreender o movimento e disse que a paralisação é uma forma de chamar atenção para as condições de trabalho.
Procurada, a Superintendência de Limpeza Urbana informou ao jornal que acompanha a situação e que está adimplente com suas obrigações contratuais. A empresa Sistemma ainda não respondeu.
Enquanto isso, os garis afirmam que só retornarão após uma mediação efetiva. Até lá, o acúmulo de lixo tende a crescer, aumentando o desconforto e colocando em evidência uma disputa que vai além da coleta. A cidade observa, cobra respostas e aguarda uma solução rápida.





