Usuários do Google Chrome começaram a relatar um comportamento inesperado nas versões mais recentes do navegador: o download automático de um pacote ligado à inteligência artificial Gemini, que pode ocupar até 4 GB de armazenamento no dispositivo sem aviso explícito.
A funcionalidade chamou atenção após ser detalhada pelo pesquisador sueco Alexander Hanff, especialista em privacidade digital. Segundo ele, computadores compatíveis passaram a receber automaticamente o arquivo chamado “weights.bin”, utilizado para rodar o modelo Gemini Nano diretamente no aparelho.
Função pode ser desativada pelo usuário
O recurso está ligado a novas ferramentas de inteligência artificial integradas ao Chrome, como organização automática de abas, detecção de golpes em tempo real e assistência para escrita de textos.
Embora o Google afirme que o sistema melhora a segurança e reduz o envio de dados para a nuvem, muitos usuários se surpreenderam ao descobrir que o recurso já vem ativado por padrão nas atualizações mais recentes do navegador.
De acordo com o Google, o modelo Gemini Nano funciona localmente no dispositivo e foi criado para tornar os recursos de IA mais rápidos e privados. A empresa informou ainda que o sistema é removido automaticamente caso o aparelho apresente falta de espaço ou limitações de hardware.
Desde fevereiro deste ano, o Chrome passou a oferecer uma opção para desativar a chamada “IA do dispositivo”. O ajuste pode ser encontrado nas configurações do navegador, dentro do menu “Sistema”. Após a desativação, novos downloads do modelo deixam de acontecer.
Apesar da preocupação entre usuários, brasileiros ainda não foram amplamente impactados pela novidade. A integração total entre Chrome e Gemini começou primeiro nos Estados Unidos e segue sendo liberada gradualmente em outros países.
Especialistas apontam que a estratégia faz parte da disputa global entre gigantes da tecnologia pelo avanço da inteligência artificial dentro de produtos já usados diariamente por bilhões de pessoas.





