Nos próximos cinco anos, algo em torno de 1,5 mil patentes de medicamentos devem expirar no Brasil. A mudança terá um efeito claro, abrindo espaço para uma nova safra de remédios genéricos mais acessíveis.
Segundo informações divulgadas pelo O Globo, a tendência é que os novos medicamentos sejam 35% mais baratos, mudando completamente o setor, a concorrência e a economia da saúde pública.
Atualmente, os remédios genéricos ajudam no tratamento de 186 doenças, incluindo algumas como diabetes e câncer. São diversos tipos incluídos, como antibióticos, analgésicos e anti-inflamatórios, com expansão de 20% no mercado (potencial). Hoje, 4,6 mil genéricos estão registrados.
Os que estão se encaminhando para o vencimento pertencem a cerca de 400 empresas farmacêuticas, sejam elas do Brasil ou de fora. Alguns dos exemplos são AstraZeneca, Pfizer, Novartis, Janssen e Takeda.
Sabendo da situação, o setor farmacêutico e o governo já estão montando novas estratégias para a produção e investimento nos medicamentos que entrarão no mercado em breve.
Ao O Globo, José Gordon, diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do BNDES, comentou sobre a tendência nos próximos anos: “Boa parte disso é para o desenvolvimento de novos medicamentos, inovação, tecnologias e o que chamamos de plantas pioneiras, que não temos no Brasil, como as de Insumo Farmacêutico Ativo (IFA). A demanda é constante”.
Presidente executivo da Abifina, Andrey Vilas Boas de Freitas analisou que os medicamentos que irão vencer pode aliviar as contas tanto da população quanto do Sistema Único de Saúde (SUS), que desembolsa cerca de R$ 20 bilhões por ano no setor.
“Há remédios de centenas de milhares de reais para o tratamento anual de um único indivíduo, totalmente importados. Se trabalharmos nos próximos anos absorvendo tecnologias e produzindo genéricos, será bom não só para a concorrência, mas para garantia de acesso e redução de judicialização contra o SUS e planos de saúde”, comentou.





