O governo federal decidiu ampliar a política de redução de impostos e anunciou a isenção da tarifa de importação para centenas de produtos usados pela indústria, pela saúde e até pelo agronegócio.
A medida foi aprovada pela Câmara de Comércio Exterior (Camex) e já movimenta setores econômicos que esperam queda de custos e aumento nos investimentos.
O que recebeu isenção?
O “imposto zerado” vale para produtos que não possuem fabricação nacional equivalente. Entre eles estão máquinas industriais, equipamentos tecnológicos, medicamentos, insumos químicos, produtos hospitalares e até itens usados na produção de cerveja.
A decisão também inclui medicamentos voltados ao tratamento de doenças como diabetes, Alzheimer, Parkinson e esquizofrenia. Segundo o governo, a ideia é facilitar a entrada desses produtos no país sem encarecer ainda mais o setor da saúde.
Além disso, equipamentos ligados à indústria digital, telecomunicações e infraestrutura aérea também entraram na lista de tarifas reduzidas. O impacto deve atingir diretamente cadeias estratégicas, como metalurgia, embalagens industriais e produção de baterias elétricas.
O que muda no bolso e na economia?
Apesar do tom técnico da medida, os efeitos podem chegar ao consumidor nos próximos meses. Isso porque empresas passam a importar máquinas e insumos pagando menos tributos, o que reduz custos de produção e pode aliviar preços finais em alguns setores.
O governo também tenta usar a redução de impostos como vitrine econômica. Nos últimos meses, outras medidas foram anunciadas, como ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e incentivos fiscais para setores industriais.
A estratégia busca acelerar investimentos e modernizar áreas consideradas defasadas no Brasil, contudo a política depende da importação de produtos estrangeiros e ainda não resolve problemas estruturais.





